{"id":1009,"date":"2018-08-07T22:00:43","date_gmt":"2018-08-07T22:00:43","guid":{"rendered":"https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/?p=1009"},"modified":"2025-06-30T09:31:45","modified_gmt":"2025-06-30T12:31:45","slug":"os-musicos-de-bremen","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/os-musicos-de-bremen\/","title":{"rendered":"Os M\u00fasicos de Bremen"},"content":{"rendered":"<p class=\"has-small-font-size\">Conto dos Irm\u00e3os Grimm<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignleft is-resized\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-14726 size-medium lazyload\" data-src=\"https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/photo-output-300x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" data-srcset=\"https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/photo-output-300x300.jpeg 300w, https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/photo-output-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/photo-output-150x150.jpeg 150w, https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/photo-output-768x768.jpeg 768w, https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/photo-output-1536x1536.jpeg 1536w, https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/photo-output.jpeg 2048w, https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/photo-output-600x600.jpeg 600w, https:\/\/sisperdesign.com\/sisperstore\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/photo-output-100x100.jpeg 100w\" data-sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 300px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 300\/300;\" \/><figcaption>Os m\u00fasicos de Bremen por SisperDesign<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\">Houve, uma vez, um homem que possu\u00eda um burro, o qual, durante longos anos, tinha carregado assiduamente os sacos de farinha ao moinho, mas, por fim, as for\u00e7as o abandonaram e, de dia para dia, tornava-se menos apto para o trabalho.<br \/>\nO patr\u00e3o, ent\u00e3o, resolveu tirar-lhe a ra\u00e7\u00e3o para que morresse; mas o burro percebeu em tempo as m\u00e1s inten\u00e7\u00f5es do dono e decidiu fugir, tomando a estrada de Bremen. L\u00e1, pensava ele, teria possibilidade de ingressar como m\u00fasico na banda municipal. Assim, pois, tendo caminhado um bom trecho, encontrou um c\u00e3o de ca\u00e7a deitado na estrada, ofegando como se tivesse corrido muito.<br \/>\n&#8211; Por qu\u00ea est\u00e1s t\u00e3o ofegante, Mastim? &#8211; perguntou-lhe o burro.<br \/>\n&#8211; Ah, &#8211; respondeu tristemente o c\u00e3o, &#8211; como j\u00e1 estou velho e cada dia mais fraco, custando-me ir \u00e0 ca\u00e7a, meu patr\u00e3o decidiu matar-me. Ent\u00e3o fugi, mas agora que farei para ganhar o p\u00e3o de cada dia?<br \/>\n&#8211; Queres saber uma coisa? &#8211; disse o burro; &#8211; eu vou a Bremen, onde terei a profiss\u00e3o de m\u00fasico; vem tu, tamb\u00e9m, e arranja-te para entrar na banda. Eu toco ala\u00fade e tu bates os t\u00edmpanos.<br \/>\nA proposta agradou ao c\u00e3o; ent\u00e3o continuaram o caminho juntos. Depois de andar bom trecho, encontraram, \u00e0 margem da estrada, um gato com a cara anuviada como em dia de chuva.<br \/>\n&#8211; Que \u00e9 isso, algo te foi de atravessado, velho Limpa-Barbas? &#8211; perguntou-lhe o burro.<br \/>\n&#8211; Como \u00e9 poss\u00edvel estar alegre quando se est\u00e1 pelos colarinhos? &#8211; rosnou o gato. &#8211; Como j\u00e1 estou velho e meus dentes n\u00e3o est\u00e3o mais afiados como antes, preferindo, al\u00e9m disso, ficar tranquilamente roncando junto do fogo em vez de correr atr\u00e1s dos ratos, minha patroa tentou afogar-me. Consegui escapulir, \u00e9 verdade, mas agora surge a complica\u00e7\u00e3o: aonde irei?<br \/>\n&#8211; Vem conosco para Bremen; como \u00e9s entendido em serenatas, poder\u00e1s entrar na banda municipal!<br \/>\nO gato achou a ideia excelente e foi com eles. Pouco depois, os tr\u00eas fugitivos passaram diante de um terreiro e viram um galo, empoleirado no port\u00e3o, a cantar desbragadamente.<br \/>\n&#8211; Gritas a ponto de fazer quebrar os t\u00edmpanos da gente; que te sucede? &#8211; perguntou-lhe o burro.<br \/>\n&#8211; Pois \u00e9, &#8211; disse o galo; &#8211; eu anunciei bom tempo, porque \u00e9 dia de Nossa Senhora lavar as camisinhas do Menino Jesus e precisa que enxuguem. Mas, como amanh\u00e3 \u00e9 domingo e teremos h\u00f3spedes, minha patroa, impiedosamente, disse \u00e0 cozinheira que deseja fazer uma canja comigo; assim, hoje \u00e0 noite, terei de deixar-me cortar o pesco\u00e7o. Ent\u00e3o berro at\u00e9 n\u00e3o poder mais,<br \/>\n&#8211; Deixa disso, Crista-Vermelha, &#8211; disse o burro; &#8211; fazes melhor vindo conosco, que vamos a Bremen; qualquer coisa, melhor do que a morte, sempre h\u00e1s de encontrar. Tens uma bela voz e, juntando-nos todos para fazer m\u00fasica, tudo ir\u00e1 maravilhosamente.<br \/>\nO galo interessou-se pela proposta e aceitou. Os quatro, ent\u00e3o, puseram-se a caminho.<br \/>\nMas n\u00e3o podiam chegar a Bremen num dia; portanto, quando j\u00e1 estava escurecendo, chegaram a uma floresta e a\u00ed resolveram pernoitar. O burro e o c\u00e3o deitaram-se debaixo de uma \u00e1rvore muito alta; o gato e o galo treparam nos galhos. O galo voou at\u00e9 ao galho mais alto por lhe parecer mais seguro. Antes de adormecer, por\u00e9m, correu os olhos em todas as dire\u00e7\u00f5es e pareceu-lhe distinguir ao longe uma luzinha brilhando. Ent\u00e3o gritou aos companheiros que, n\u00e3o muito longe, dali, devia encontrar-se alguma casa, pois estava vendo uma luz a brilhar.<br \/>\n&#8211; Ent\u00e3o levantemo-nos e vamos at\u00e9 l\u00e1, &#8211; disse o burro, &#8211; porque o alojamento aqui \u00e9 bastante ruim.<br \/>\nO c\u00e3o, por seu lado, pensava que um osso com alguma carne grudada, viria a calhar. Por conseguinte, tomaram o rumo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 luzinha; n\u00e3o demorou muito, viram-na brilhar mais claramente e cada vez mais perto, at\u00e9 que descobriram uma casa fartamente iluminada, mas que n\u00e3o passava de um covil de ladr\u00f5es. O burro, que era o mais alto, aproximou-se da janela e espiou dentro.<br \/>\n&#8211; Que v\u00eas, Rabic\u00e2o? &#8211; perguntou o galo.<br \/>\nQue estou vendo? &#8211; respondeu o burro &#8211; uma<br \/>\nmesa posta, cheia das melhores iguarias e, sentados em volta dela, um bando de ladr\u00f5es regalando-se!<br \/>\n&#8211; Ah! viria a calhar para n\u00f3s, &#8211; disse o galo.<br \/>\n&#8211; Ah, se estiv\u00e9ssemos l\u00e1 dentro! &#8211; tornou o burro.<br \/>\nEnt\u00e3o os quatro animais reuniram-se em conselho<br \/>\npara estudar a maneira de enxotar os ladr\u00f5es; finalmente, chegaram a uma conclus\u00e3o. O burro teve de apoiar as patas dianteiras no beirai da janela; o c\u00e3o saltou em cima das costas do burro; o gato trepou no c\u00e3o, e o galo, com um largo voo, foi pousar na cabe\u00e7a do gato. Em seguida, dado o sinal, prorromperam todos juntos em concerto: o burro zurrava com toda a for\u00e7a de seus pulm\u00f5es; o c\u00e3o latia furiosamente; o gato miava de causar medo e o galo cocoricava sonoramente. Com essa algazarra toda, pularam para dentro da janela e foram cair em cheio no centro da sala, fazendo tinir os vidros.<br \/>\nAnte esse barulho ensurdecedor, os ladr\u00f5es pularam das cadeiras; julgando que um fantasma vinha entrando e, cegos pelo terror, fugiram em carreira desabalada para a floresta. Os quatro companheiros, ent\u00e3o refestelaram- se em volta da mesa e avan\u00e7aram no que tinha sobrado, comendo tanto como se n\u00e3o tivessem comido h\u00e1 quatro semanas.<br \/>\nQuando terminaram de comer, os quatro m\u00fasicos apagaram as luzes e procuraram um lugar confort\u00e1vel para dormir, cada qual de acordo com a pr\u00f3pria natureza. O burro deitou-se na estrumeira, o c\u00e3o deitou-se atr\u00e1s da porta, o gato enrolou-se na cinza ainda quente do fog\u00e3o e o galo empoleirou-se na trave mestra. Sentindo- se muito cansados pela longa caminhada, adormeceram logo.<br \/>\nPassada a meia-noite, os ladr\u00f5es viram de longe que na casa n\u00e3o brilhava mais luz alguma e tudo parecia mergulhado na calma e no sil\u00eancio. Ent\u00e3o, o chefe da quadrilha disse:<br \/>\n&#8211; Fomos tolos, n\u00e3o dever\u00edamos ter-nos deixado espantar.<br \/>\nResolveu mandar um de seus homens explorar a casa.<br \/>\nO homem foi; encontrando tudo calmo, dirigiu-se \u00e0 cozinha para acender uma luz; a\u00ed viu no fog\u00e3o os olhos brilhantes do gato e, confundindo-se com brasas, pegou um peda\u00e7o de cavaco e enfiou-o neles para acender. Mas o gato n\u00e3o gostou da brincadeira e pulou-lhe na cara, cuspindo e arranhando-o todo. Assustad\u00edssimo, o homem tratou de fugir pela porta do fundo, mas o c\u00e3o, deitado na soleira, deu um salto e mordeu-lhe a perna; quis fugir pelo terreiro mas, ao passar correndo perto da estrumeira, o burro atirou-lhe um solene coice com a pata traseira, e o galo, que tinha acordado com todo esse tumulto, p\u00f4s-se a berrar freneticamente do alto da trave: Qui qui ri qui qui!<br \/>\nO ladr\u00e3o, meio morto de susto, saiu a correr at\u00e9 perder o f\u00f4lego e foi contar ao chefe o que lhe acontecera.<br \/>\n&#8211; L\u00e1 na casa est\u00e1 uma bruxa medonha, que me soprou cinza em cima e me arranhou todo o rosto com as garras aduncas. Na soleira da porta est\u00e1 sentado um homem, que me feriu a perna com sua faca. No terreiro, ent\u00e3o, h\u00e1 um monstro negro que me agrediu com uma tora de madeira, enquanto que, em cima do telhado, estava o juiz a gritar: &#8220;Tragam-me esse bandido aqui!&#8221; Ent\u00e3o tratei de me salvar e nem sei como consegui chegar at\u00e9 aqui!<br \/>\nDesde esse dia, os ladr\u00f5es nunca mais se arriscaram a entrar na casa, o que foi \u00f3timo para os quatro m\u00fasicos de Bremen, que nela se instalaram, vivendo t\u00e3o regaladamente que nunca mais quiseram sair.<br \/>\nE quem por \u00faltimo a contou, ainda a boca n\u00e3o lhe esfriou.<\/p>\n<p class=\"has-small-font-size\">outros nomes: Os 4 Her\u00f3is, Os Saltimbancos, Os 4 Aventureiros<\/p>\n<p class=\"has-small-font-size\">Texto retirado de:&nbsp;https:\/\/www.grimmstories.com\/pt\/grimm_contos\/os_musicos_de_bremen<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conto dos Irm\u00e3os Grimm Os m\u00fasicos de Bremen por SisperDesign Houve, uma vez, um homem que possu\u00eda um burro, o qual, durante longos anos, tinha carregado assiduamente os sacos de farinha ao moinho, mas, por fim, as for\u00e7as o abandonaram e, de dia para dia, tornava-se menos apto para o trabalho. 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